sábado, 13 de junho de 2020

Devia morrer-se de outra maneira...


Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.

Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio".

E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimónia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"

E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo... tão leve... tão sutil... tão pòlen...
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis...

 José Gomes Ferreira

domingo, 24 de maio de 2020

Dia do alfabeto, da cultura e da educação…

… é celebrado hoje… 
Pela 1ª vez isso aconteceu em 11 de maio 1851, organizado na escola Kiril e Metodii Seis anos mais tarde o dia começa ser celebrado em várias cidades do pais. Em 1892 Stojan Mihailovski escreveu o texto do hino das escolas conhecido como Върви, народе възродени (Vá, povo renascido), cantado pelos todos os alunos nos desfiles anuais. 
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Frente! 
A ciência é o sol, que ilumina as almas ! 
Frente!
Nacionalidade não cai onde o conhecimento mora! 
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